Quinta, 15 de maio de 2008
Enviado por: Luiz Esteves

Somente sete escolas do Estado de São Paulo atingem a meta estipulada pela Secretaria de Estado da Educação como ideal para o ensino público. Da 1ª à 4ª série, nenhum colégio está no nível esperado. No ensino médio, apenas duas escolas estão no patamar ou acima. De 5ª a 8ª série o percentual é maior: cinco escolas alcançam a meta.
Nesta quinta-feira (15), o governo lançou o Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp) e estipulou metas que devem ser atingidas até 2030 para que o estado tenham níveis de educação de um país desenvolvido. A meta, numa escala de 0 a 10, para os alunos de 1ª a 4ª série é 7; de 5ª a 8ª série, 6; e para o ensino médio, 5.
O índice foi calculado com base nos dados do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) e do fluxo escolar, que é a quantidade de tempo que o aluno passa para concluir cada ciclo de ensino.
Numa escala de 0 a 10, o ensino médio foi o pior avaliado, com uma média entre as escolas de 1,41. Os colégios de 5ª a 8ª série tiveram média de 2,54 e os de 1ª a 4ª série apresentaram o melhor desempenho com média de 3,23. Cada escola terá metas que devem ser atingidas a cada ano.
Segundo os dados divulgados, a escola de ensino médio com a maior nota do Idesp é a Escola Estadual Papa Paulo VI, que fica no bairro Jardim Alvorada, na periferia de Santo André, que está com nota 6,21 - 1,21 pontos acima da meta que o estado pretende atingir. Ela também é a melhor escola de ensino médio no Saresp de 2007.
Já escola com o menor Idesp 2007 no ensino médio (0,16) é a Paulo Virgínio, em Cachoeira Paulista. A meta estabelecida para o colégio para 2008 é atingir a nota 0,19.
Entre as escolas de 1ª a 4ª série, a Eugênio Franco, de São Carlos, obteve a nota mais alta, 6,93. A com o índice mais baixo é a Professor Sérgio da Costa, em São Paulo, com 0,44 e meta de chegar a 0,52 em 2008.
A escola Coronel Pontes Gestal, no município de Pontes Gestal, apresenta o maior Idesp das escolas de 5ª a 8ª série: 6,89. O menor índice é 0,26 e é da Conde do Pinhal, em São Carlos. A meta estabelecida para o colégio é chegar a 0,3 no próximo Idesp.
Mais ajuda do governo
A secretária estadual de Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, afirmou, em entrevista coletiva na sede da secretaria nessa quinta que as escolas que não atingirem as metas não serão punidas. As piores terão mais ajuda do governo com projetos voltados para a infra-estrutura, apoio pedagógico, reforço escolar, supervisão maior, entre outros. Cada escola terá todo o apoio da secretaria para enfrentarmos e superarmos o problema, disse. Segundo a secretária, também será monitorada a direção da escola e a supervisão de ensino da área para solucionar os problemas.
Questionada sobre a razão de as escolas paulistas estarem com notas tão baixas após anos de governo do PSDB, a secretária disse que por muitos anos o governo investiu em criar vagas para atender a maior parte dos alunos e a partir de agora o foco será educação.