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Quinta, 15 de abril de 2010

Crianças agora contam com teste da orelhinha em Matão

Exame está sendo introduzido na maternidade e UTI Neonatal do Hospital

Enviado por: Portal Saiba Já

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Exame: a fonoaudióloga Marta Del Grande aplica o teste da orelhinha em bebê
Exame: a fonoaudióloga Marta Del Grande aplica o teste da orelhinha em bebê

O Hospital Carlos Fernando Malzoni dá um novo passo no campo da prevenção e solução de enfermidades relacionadas às crianças. Visando o diagnóstico rápido e tratamento adequado a problemas da audição, o Hospital matonense passou a realizar, desde o começo de abril, um novo exame nos setores da maternidade e UTI Neonatal e Pediátrica. Trata-se do exame de otoemissões acústicas, popularmente conhecido como teste da orelhinha.

Tendo em vista a importância da audição no desenvolvimento infantil, o procedimento está sendo inserido nas rotinas do Hospital e nos cuidados dispensados às crianças desde o nascimento, de acordo com a Lei estadual nº 12.522, que prevê a regulamentação da realização do exame em todos os hospitais e maternidades estaduais de São Paulo.

Aplicado em Matão pela fonoaudióloga Marta Magali Del Grande, o teste contempla pacientes de convênios e também do SUS, cobrindo todos os bebês recém-nascidos assistidos pelo Hospital.

Segundo Marta, o exame possui alta eficácia, além de ser rápido, indolor e não-invasivo, fatores que colaboram para sua realização. “É um teste feito com um aparelho de ondas sonoras que passam por todas as estruturas do ouvido e medem se a criança ouve ou não. Pode ser aplicado em pessoas de até 60 anos e em um tempo muito rápido, menos de 10 segundos para o diagnóstico. É um exame muito utilizado em perícias médicas, juntamente com o exame de audiometria, para avaliar a audição de trabalhadores em ambientes ruidosos”, explica.

A fonoaudióloga informa ainda que o exame já vinha sendo realizado em consultório particular da cidade há mais de seis anos, período em que foram diagnosticados três casos de surdez no município. “O ideal é que o exame seja feito até os 28 dias de vida, mas costumo fazer até os três meses, no caso de eu não conseguir detectar no primeiro mês. Mas, agora, todas as crianças que nascem no Hospital daqui já fazem o exame e as mães têm alta com o resultado em mãos para apresentar ao pediatra. No caso de surdez, fazemos o encaminhamento para protetização do aparelho auditivo e acompanhamento fonoaudiológico, pois a criança terá que se inserir no mundo dos ouvintes, ainda que por intermédio da prótese auditiva”, acrescenta.

(a.r.p.h.)

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