Quinta, 18 de março de 2010
Enviado por: Natanael Antunes Dias

O poder das palavras é incontestável para ações efetivas de liderança, mas o que mais se observa são as limitações inerentes ao seu uso indiscriminado. Algumas situações podem ser citadas (como comportamentos inadequados de lÃderes): Culto à própria palavra; Uso de uma verborragia irritante; Falta de atenção ao que está sendo dito; Egocentrismo exagerado; Desrespeito ás crenças e valores do outro; Alteração do volume e tom e voz, com o objetivo de minar resistências à s suas; Comunicação defensiva; Atitudes que inibem as contribuições individuais; Comunicação não-verbal irônica durante o processo de escuta; Atenção só à s idéias que possam servir aos próprios interesses.
Isso nos faz refletir sobre como o uso abusivo do poder pode levar um lÃder a subestimar o potencial de seus subordinados, não aproveitando, portanto, à força produtiva inerente a cada membro de uma equipe.
Crie o hábito de ouvir. Ouvir pode exigir um esforço quase sobre-humano, pois é necessário que haja disciplina e organização de idéias. Ouvir pode também causar frustrações, ao descobrir-se que, muitas vezes, o interlocutor tem idéias bem mais interessantes que as nossas.
Algumas sugestões para aprimorar o ato de ouvir: Saber por que está ouvindo; Criar um clima de interesse e receptividade; Escutar, prestando atenção; Concentrar-se no assunto em questão; Não interromper o emissor; Evitar ansiedade, enquanto ouve; Esperar que o interlocutor conclua sua idéia; Evitar distrair-se com ruÃdos externos; Utilizar a empatia; Ouvir sem medo, sem precipitação e sem julgamentos preconceituosos; Sempre que houver oportunidade, procurar resumir numa frase tudo o que entendeu.
Ouvir bem é um ato de civilidade e educação, que facilita uma comunicação autêntica e legÃtima, uma liderança mais democrática, contribuindo para o surgimento de ações mais sensatas e produtivas. Vamos aprender a ouvir?