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Quarta, 07 de outubro de 2009

Adolescentes batem o pé e convencem os pais sobre cirurgia plástica

Cresce o número de jovens que encaram o bisturi em operações estéticas; garotas dizem querer aumentar autoestima

Enviado por: Portal Saiba Já

Cabeça das adolescentes ainda não está pronta (Foto: Ilustrativa)
Cabeça das adolescentes ainda não está pronta (Foto: Ilustrativa)

Como muitas adolescentes, Tathy não se sentia bem com a aparência e pediu a cirurgia de presente.

No aniversário de 15 anos, Tathyane da Costa implorou para os pais um acordo. Ela não queria festa de aniversário nem viagem para Orlando, nos Estados Unidos, para visitar a Disney. A garota conta que sempre sofreu por não ter muito busto e que seu grande sonho era aumentar o tamanho do sutiã de 40 para 42.

- Eu tinha até uma tática, usava um sutiã mais apertado por baixo e outro com bojo por cima, para dar mais volume e ficar bem redondinho.

Assim como Tathy, cada vez mais adolescentes procuram cirurgias plásticas estéticas para melhorar a autoestima. Os médicos percebem esse aumento no dia a dia do consultório e aprendem a lidar com o novo público. Luciana Leonel Pepino, médica especialista em cirurgia plástica, viu “crescer 15% o número de adolescentes no consultório no último ano”.

- Muitos jovens procuram a cirurgia pela necessidade de aceitação pelo grupo. Elas querem estar dentro de padrões de beleza, muitas vezes impostos pela mídia.

Com Tathy, não foi diferente. Ela explica que, no dia em que encontrou a atriz Karina Bacchi no shopping, teve certeza de que precisava ter mais peito.

- Eu vi a Karina e fiquei arrasada. Ela é perfeita!

Dentre as cirurgias plásticas estéticas, a única que pode ser realizada ainda na infância é a otoplastia, a famosa correção para orelhas de abano. Isso porque ela é uma cirurgia simples, se comparada com a redução ou o aumento das mamas, a lipoaspiração e a rinoplastia (plástica no nariz), os procedimentos mais procurados entre adolescentes.

Para o cirurgião plástico Ubirajara Guazzelli, 16 anos é a idade mínima para cirurgias estéticas mais invasivas. Mas pode variar, de acordo com a formação do corpo. Aliás, a preocupação dos pais de Thaty, o representante comercial Marcelo Costa e a esteticista Rose Mary da Costa, era justamente essa: o desenvolvimento do corpo da filha. Rose diz que questionava “até uma futura amamentação”.

Dúvidas como essas são muito comuns entre os pais. Por isso, explica a cirurgiã plástica Luciana, as operações “devem ser bem pensadas por pacientes, pais e médicos”.

- Devemos esperar o completo desenvolvimento da região que iremos operar, para evitarmos futuros defeitos estéticos e problemas de desenvolvimento.

Além de exames convencionais de quem vai passar por um procedimento cirúrgico, é indicado que jovens também encarem consultas com um médico especializado em adolescentes - o hebiatra - e um endocrinologista.



Fonte: R7
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