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Sábado, 03 de outubro de 2009

Pink Floyd Cover, uma baita viagem

Banda paulistana faz show no Rancho Prot"s, no próximo dia 10 de outubro

Enviado por: Portal Saiba Já

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APLAUDIDÍSSIMA - nas cinco regiões do país, banda faz shows memoráveis, como este no Café Piu-Piu, São Paulo (Foto: Rogério Bordignon)
APLAUDIDÍSSIMA - nas cinco regiões do país, banda faz shows memoráveis, como este no Café Piu-Piu, São Paulo (Foto: Rogério Bordignon)

No próximo dia 10 de outubro (um sábado) o Pink Floyd Cover fará seu sexto show em Matão. Dessa vez, haverá banda de abertura: a "Sete Galo", de Serra Negra. O evento – a primeira atração do "Joy Music Fest" – será no Rancho Prot"s, a partir das 22 horas. O Pink Floyd Cover é composto pelo mesmo quinteto que veio pela primeira vez em Matão, no dia 30 de abril de 2005.

UM POUCO DA HISTÓRIA DESSA GRANDE BANDA

No embalo da onda cover iniciada com os "Beatles 4 Ever" em meados do anos 70 e propulsionados pelas Jam"s Sessions do extinto Aero Anta (São Paulo), vários artistas de renome na noite paulistana decidiram montar algumas bandas cover. Assim surgiram o U2, The Police, Queen, entre outras. Em 1990, o jornalista Augusto Xavier - TV Globo na ocasião - fundou o U2 Cover e logo depois formou o Pink Floyd Cover.

Fã de Pink Floyd, Augusto testou vários músicos até encontrar uma formação ideal. Augusto era um dos guitarristas e fazia backing vocal. A primeira formação, além de Augusto e Márcio Baravelli (atual líder da banda), teve na guitarra solo Beto Martins (Gal Costa, Sá & Guarabira); no contra-baixo, Celso Freire; Robert Maksud (teclado); Athos Costa (Zero, bateria); Ieda Cândido (backing vocal feminino, Oswaldo Montenegro); Kito Siqueira (sax, Funk Como Le Gusta). No começo, Márcio (oriundo da "Esquadrilha da Fumaça") só cantava, tocando violão em algumas músicas. Com o tempo, ele encontrou sua guitarra Tagima.

A formação de 1997 a 2004 do Pink Floyd Cover foi a que mais tocou junto. José Luiz Rapolli (bateria) e Luiz Fernando Gil (guitarra e voz) já estavam nela desde 1997; os dois tocam juntos em outras bandas há quase 25 anos. O trio da espinha-dorsal (Gil, Zé Luiz e Márcio) recebeu Paulo Madio (baixo) e Raphael Massarente (teclado, efeitos e voz) desde 2004. “Sem me gabar, a formação atual beira a perfeição; hoje temos uma banda com vitalidade, entrosamento, amizade e profissionalismo”, comenta Márcio.

“Não menosprezo nenhum dos músicos que passaram pela banda, mas sentimos que a formação atual é a ideal”, cita. Os cinco tocam juntos desde meados de 2004. A maior sequência de shows foi em 1992, em Florianópolis. “Tínhamos no contrato apenas um show; mas a repercussão foi tão grande, que fomos convidados a ficar para outras três semanas, durante as comemorações da "Festa da Ilha", onde fizemos dez shows em 20 dias”, afirma Márcio.

MAIS DE 1,7 MIL APRESENTAÇÕES

De 1990 até hoje, mais de 1,7 mil shows aconteceram. Além de Pink Floyd Cover, Paulo Madio é professor em uma escola de música em São Paulo; Gil (funcionário público municipal em Peruíbe) e Márcio são professores particulares de música, sendo que Márcio é artista plástico em horas vagas; Zé Luiz e Raphael trabalham como consultores em importadoras de instrumentos musicais.

“Curtimos o rock em geral e suas várias vertentes; porém, nos encontramos com mais harmonia no Rock Progressivo”, discorre Márcio. Zé Luiz, Gil e Márcio tiveram outra banda: a "Big Balls", que fazia só a nata do rock pesado, indo de Black Sabbath a Nirvana; de Led Zeppelin a Rage Against the Machine. Outras informações podem ser obtidas no site www.pinkfloydcover.com

UMA ENTREVISTA COM MÁRCIO BARAVELLI

Por que um cover do Pink Floyd?
Márcio - Pink Floyd significa tudo aquilo que sentimos e que nem sempre sabemos explicar. É muita coisa mesmo! São lembranças muito loucas do passado e do presente; é a energia pura que acontece ainda hoje, no coração e na cabeça de quem é "Floydmaníaco" e também de quem não é. O Pink Floyd será lembrado daqui há 200, 300 anos, mais até! A obra do Pink Floyd é de uma solidez alucinógena incrível. Isso somado ao som e a luz remete as pessoas a uma viagem fantástica. Assim como os Beatles, o Pink Floyd uniu gerações com sonhos, provocações, ideais, com música perfeita, única. Nós do Pink Floyd Cover nos consideramos intérpretes do Pink Floyd, assim como existem sinfônicas e filarmônicas que interpretam grandes compositores do passado.

Quais os lugares mais distantes que vocês estiveram? Quais os maiores públicos?
Márcio - Entre muitas outras cidades, fomos para Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), Belém (PA), Abaetetuba (Amazônia Paraense), Teresina (PI). Já estivemos em várias cidades das cinco regiões do país. Em Florianópolis (SC), tocamos para 17 mil pessoas, no "Clube 12". Em algumas Oktober Fest"s, houve média de 10 mil pessoas. Numa super-produção feita especialmente para o Pink Floyd Cover em Governador Valadares (MG), tocamos para 15 mil pessoas ao ar livre. Foi muito bacana! Recentemente, em Videira (SC), fizemos um show muito louco, também ao ar livre, para 8 mil pessoas. Nessas viagens pelo Brasil, passamos por turbulências a nove mil metros de altura, fizemos pousos forçados de dia e de noite. Atravessamos igarapés e rios da Floresta Amazônica. São muitas viagens! Fizemos vários shows de abertura para artistas como Kid Abelha, Elba Ramalho, Ultraje a Rigor, etc. Continuamos escrevendo nossa história! Estar nos palcos de grandes artistas nos faz grandes artistas também. Esse é o reconhecimento! E mantém a agenda bem cheia! (risos).

Qual o show mais marcante?
Márcio - Levamos na memória todo show onde o público é quente e interage com a banda. Quando a gente pensa que fez o melhor show, sempre nos superamos em outro. É um eterno processo de lapidação energética! A vibração da galera é o maior diferencial. Se a platéia está quente, cantando junto, aplaudindo, quanto mais energia rola, mais marcante é o show. Outros fatores que determinam o sucesso de um evento: uma boa divulgação, sistemas de som e luz de qualidade e principalmente, profissionais de qualidade. Os maiores shows deixaram lembranças mais profundas, é claro.

Como ficou a cabeça do socialista Roger Waters quando a grana chegou de vez com o "Dark side of the moon" em 1973? E a separação?
Márcio - Imagino que o Waters e os demais devem ter ficado muito satisfeitos quando viram, através do sucesso, o reconhecimento por um trabalho tão profundo. O que gerou a separação dele com o Gilmour, principalmente, foram ideologias de "entretenimentos diferentes", além do desgaste pelo tempo juntos. Enquanto o Waters queria ficar com os pés na terra, o Gilmour queria voar.

Que músicas você sente o Pink Floyd Cover mais unido no palco?
Márcio - As músicas novas do set list exigem mais atenção de um para o outro no palco. Depois que elas estão legais, seguem para debaixo da pele, onde já estão as outras. O Pink Floyd tem muitas, mas muitas canções mágicas. E ainda existem as extremamente mágicas, desde o começo. Algumas delas nos levam a uma extrema unidade arrepiante: são "Astronomy Domine", "Shine on your Crazy Diamond", "Sorrow", "Confortably Numb", "Wish you were here", "Summer of 68", "Echoes", "High Hopes". Seria melhor citar todas!

E o "Tora! Tora! Tora!"? Existem discos gravados individualmente?
Márcio - Há 26 anos, pela "Esquadrilha da Fumaça", participei do "Tora!..." A "Esquadrilha" foi escola para mim; foi uma grande honra participar daquele projeto; pena que os fundadores desistiram...Tenho algumas músicas próprias que pouco a pouco são gravadas. O Raphael gravou três faixas no disco da banda "Tempestt". O Paulinho gravou com os "Anjos da Noite" em 1989. O nome do disco é "Anjos da Noite". O Zé Luiz gravou o disco "New Revolution" da banda "A Chave", também em 89.

Pensam em algum projeto novo, sem extinguir o Pink Floyd Cover?
Márcio - Projetos paralelos sempre existem. Se depender de nós, daqueles que lêem esta entrevista, de quem vai ao show, acessa o site (www.pinkfloydcover.com), de quem é fã, o Pink Floyd Cover vai se renovar pelas gerações e seguir o caminho. O Pink Floyd Cover é herança viva de parte da história que nunca será esquecida...

Quanto tempo de show nessa sexta vez em Matão?
Márcio - A galera de Matão sempre foi legal! É sempre bom tocar para quem ouve, participa e nos estimula. Temos uma duração de show pré-determinada, contratada. Só que na maioria das vezes, é a galera que decide se o show vai ser mais longo ou mais curto. Tudo depende da química, dos graus centígrados da fervura, da comunicação! Se a maioria gosta, bate palmas, faz barulho e pede mais, então a gente toca mais. Com prazer!

Texto de: Rogério Bordignon

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