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Terça, 02 de junho de 2009

Incidência de greening aumenta 30% em SP

O levantamento amostral de greening foi realizado por 250 inspetores, que percorreram 96 mil talhões, inspecionando 10% das árvores

Enviado por: Saiba Já

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O número de talhões com sintomas do greening no parque citrícola do Estado de São Paulo aumentou 30% neste ano se comparado ao ano passado, de acordo com levantamento amostral da doença, realizado em março e abril pelo Fundecitrus.

No ano passado, a doença estava presente em 17,8 mil talhões e, neste ano, em 23 mil. O levantamento amostral de greening foi realizado por 250 inspetores, que percorreram 96 mil talhões, inspecionando 10% das árvores. O trabalho foi executado com recursos financeiros do Fundecitrus.

De acordo com o gerente técnico da instituição, Cícero Augusto Massari, o greening é uma doença que precisa de manejo adequado, mas muitos citricultores ainda não estão adotando as medidas necessárias nos termos da legislação vigente. "A erradicação não está sendo adotada como deveria e, por isso, a ocorrência do greening aumentou", afirma.

A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo realizou a fiscalização das propriedades citrícolas no mesmo período em que o levantamento amostral de greening foi feito. O objetivo desse levantamento é auditar o processo de inspeção e erradicação de plantas sintomáticas que o citricultor vem executando. Segundo Geysa Pala Ruiz, gerente do programa de combate ao greening da Coordenadoria de Defesa Agropecuária, a ideia é analisar se o produtor vem cumprindo a nova Instrução Normativa (IN 53).

A nova legislação exige no mínimo quatro inspeções anuais e a entrega de dois relatórios durante o ano. Porém, se a incidência da doença for alta na região e na propriedade, quatro vistorias não serão suficientes. "A CDA está avaliando se o produtor faz inspeções adequadas e, se isso não estiver acontecendo, vamos prosseguir com a eliminação das plantas sintomáticas", diz Geysa.

O produtor que não erradicar as plantas antes da fiscalização da CDA será penalizado pela Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo com uma multa que varia de 501 a 3500 UFESPs (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo) – de R$ 7.940,85 a R$ 55.475,00.

Greening em números
– 23 mil talhões contaminados do total de mais de 96 mil fiscalizados

– Região Sul – a mais afetada
36% de talhões contaminados com greening
1,23% de plantas doentes

– Região Central
33,1% de talhões com a doença
Continua sendo a região que concentra maior quantidade de árvores com sintomas (1,35%) e também municípios com maior incidência de greening

– Região Oeste
10% de talhões contaminados
0,06% de plantas sintomáticas

– Região Norte
3,67% de talhões com a doença
0,03% de árvores com sintomas

– Região Noroeste
0,10% de talhões com greening
0,0008 de árvores doentes



Fonte: Portal Do Agronegócio
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