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Sexta, 23 de janeiro de 2009

De Olho na Agricultura

Cambuhy investe na formação de mão de obra e projetos sociais valorizam o ser humano

Enviado por: Ingrid Alves

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Ginástica laboral é um dos programas desenvolvidos (Foto: Renato Fernandes)
Ginástica laboral é um dos programas desenvolvidos (Foto: Renato Fernandes)

Para que a agricultura dê resultados e o sistema das culturas realmente funcione são necessárias pessoas que se dedicam ao trabalho com empenho e um suporte da empresa para que tudo saia como eficiência. Por isso a Cambuhy investe no quadro de funcionários e na gestão de pessoas.

Com um quadro fixo de 800 funcionários, o número de trabalhadores pode chegar a quase 2 mil durante os seis meses de safra. A contratação, porém, é igual. Todos possuem também acesso ao nível de carreira, podendo buscar melhorias e mudar de função com políticas de cargos e salários e ascender profissionalmente. Se atingidas metas-pré definidas, os funcionários podem ter acréscimo no rendimento com remuneração variável.

As ações do RH também visam investir no ser humano com reforço no café da manhã dos trabalhadores oferecendo um lanche todos os dias na entrada. Logo após a entrada e antes de encerrarem o expediente, os funcionários praticam ergonomia e a ginástica laboral, com acompanhamento de monitores e supervisão de uma fisioterapeuta. As atividades visam a integridade dos funcionários e são desenvolvidas de acordo com algumas especificações. Os exercícios realizados na entrada visam aquecimento do corpo para a sobrecarga do trabalho; os da saída visam o relaxamento e alongamento do corpo.

A Cambuhy possui 14 mil hectares, por isso a logística e o contato entre funcionários do campo e administrativo nem sempre é possível, assim, a empresa desenvolveu o Cambuhy Responde, um canal de comunicação onde é possível tirar dúvidas, fazer críticas e sugestões. Os formulários ficam em vários pontos próximos a murais, para onde vão as respostas. A empresa ainda incentiva as sugestões que, quando aplicadas, rendem uma premiação ao funcionário que a fez.

Para José Osmar Gandin, Supervisor de Recursos Humanos, é importante que os funcionários se sintam valorizados e que gostem do que fazem, porque a produtividade vem naturalmente. Sendo assim, há a preocupação em investir no ser humano e não apenas pensar nele enquanto funcionário. “Queremos o desenvolvimento do ser humano, aumentar sua empregabilidade, os seus conhecimentos e não apenas se restringir ao cargo”, comenta Gandin.

Assim, a empresa realiza vários treinamentos para formar e aperfeiçoar a mão de obra, muitas vezes em parceria com prefeituras de municípios vizinhos e o Senai.

A Escola de Tratorista é um exemplo. Com cinco turmas formadas nas cidades de Matão, Dobrada, Tabatinga e Nova Europa o curso revelou um grande interesse do público feminino e tem dado retorno positivo. As prefeituras realizam os cadastros dos interessados e um monitor da Cambuhy ministra os curso com aulas práticas e teóricas. O curso não tem vínculo empregatício, o que possibilita seu ingresso em outras empresas e possibilidade de ascensão.

Na escola de sangria, os alunos treinam a habilidade de lidar com a seringueira em um local reservado para não prejudicar as árvores, e só depois de práticos eles vão ao seringal produtivo.

Analista de Recursos Humanos, Rosana Cristina Scopelli, lembra que diante da dificuldade em contratar mão de obra qualificada a Cambuhy opta sempre em investir na formação do funcionário internamente para atender a demanda. “Ao mesmo tempo acaba proporcionando a esse funcionário uma ascensão profissional e pessoal”, conta.

A educação é outra preocupação constante. Apesar do baixo número de funcionários fixos não alfabetizados, a Cambuhy participa de um programa de alfabetização de adultos. Sabendo da dificuldade de os funcionários frequentarem cursos depois do expediente, os matriculados assistem às aulas dentro da empresa, durante o horário de trabalho, três vezes por semana, duas horas por dia.

Dentro da empresa estão ainda a Escola Municipal Tamanduá e a Escola Complementar. A Escola Municipal, conhecida como Escola do Campo, atende alunos de 1ª a 4ª série, filhos de funcionários e moradores de propriedades vizinhas. A Escola Complementar funciona em horário contrário ao das aulas regulares e é em parceria com a Citrovita e oferece atividades pedagógicas ligadas ao meio ambiente, informática, culinária e de inclusão digital. A escola nasceu com o intuito de erradicar o trabalho infantil e hoje atende cerca de 70 crianças.

Mais de 30 famílias, cujos funcionários necessitam estar na empresa fora do horário de trabalho, moram nas colônias localizadas no interior da fazenda, que em pouco tempo terá internet wireless.

Todo o investimento e agradecimento aos funcionários pelo ano de trabalho é externado ainda na Festa de Confraternização que a empresa realiza todos os anos com muita música, entrosamento e sorteio de brindes.

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Comentários - Deixe seu comentário

  • Sexta 23/01 22h30

    Silvio <jsilviosantos@itelefonica.com.br>

    Sou ténico de Segurança do Trabalho e quero parabenizar essa Empresa por tomar essa iniciativa, com certeza o retorno virá.

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