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Quinta, 09 de outubro de 2008

Ignácio de Loyola Brandão visita a cidade

Cronista estará na sexta-feira (10), às 10h30, no projeto Viagem Literária

Enviado por: Portal Saiba Já

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Na sexta-feira (10), às 10h30, será realizado mais uma edição do projeto Viagem Literária, na Biblioteca Pública Municipal “Maria Lourdes Lian”. O município receberá o cronista Ignácio de Loyola Brandão, que conversará com o público sobre sua carreira, obras e influências, além de temas sugeridos pela platéia. Matão, através do projeto, já recebeu os escritores Ingrid Bellinghausen e Menalton Braff.

O objetivo do projeto é enriquecer as ações educativas incentivando o público a ter uma proximidade maior com as bibliotecas. Trata-se de uma “viagem” prazerosa pelo mundo literário, através de bate-papos com escritores e cronistas consagrados, oficinas de criação literária e de contação de histórias.

O projeto Viagem Literária é uma parceria entre a Secretaria de Estado da Cultura e as bibliotecas públicas das cidades, com produção da Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA). A programação é gratuita e aberta ao público de todas as idades.

As vagas são limitadas e as escolas interessadas devem agendar antecipadamente sua participação, na Casa da Cultura pelo telefone 3382-6640.

Cronista
Ignácio de Loyola Brandão nasceu no dia 31 de julho de 1936, em Araraquara, é autor de mais de 20 livros, entre romances, volumes de contos e crônicas. Tornou-se jornalista para custear seus estudos quando se mudou para a cidade de São Paulo, no final da década de 1950. Seu primeiro romance, “Bebel que a cidade comeu”, foi publicado em 1968. Em 1974, foi lançado na Itália o romance “Zero”, sua obra mais conhecida. O livro saiu no Brasil, no ano seguinte, mas foi proibido em 1976, pelo Ministério da Justiça, do governo Geisel. A obra só foi liberada em 1979. Nesse mesmo ano, Loyola abandonou o jornalismo para se dedicar exclusivamente a literatura. O retorno as redações se deu em 1990, quando assumiu a direção da revista Vogue e passou a escrever crônicas para o jornal Folha da Tarde. Em 1993, iniciou colaboração semanal no jornal O Estado de São Paulo. Em 1996, submeteu-se a uma cirurgia para retirada de um aneurisma cerebral e registrou a experiência no livro “A Veia Bailarina” (1997). Tendo como temas centrais a ditadura militar e o exílio, sua obra romanesca faz uma crítica amarga da sociedade brasileira. Em suas crônicas, são freqüentes as referências à infância em Araraquara, aos colegas de geração e ao cotidiano da cidade de São Paulo. Em 1998, publica "Sonhando com o demônio", seu terceiro livro de crônicas. No ano seguinte é lançado "O homem que odiava a segunda-feira” (contos), obra pela qual recebeu o Prêmio Jabuti de "Melhor Livro de Contos", em 2000.

Com informações: assessoria imprensa prefeitura

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