Quarta, 06 de agosto de 2008
Enviado por: Saiba Já

De vilão do extrativismo, o negócio com o palmito virou uma atividade ecologicamente sustentável. Cada planta que cresce na lavoura é uma palmeira a menos derrubada ilegalmente na floresta. O cultivo em Taquaritinga (SP), tem licença do Ibama e vistoria da Secretária Estadual da Agricultura.
Uma grande vantagem da pupunha é que não tem época de colheita, se a planta for cortada hoje, amanhã ou daqui a seis meses não tem prejuÃzo nenhum. Em uma lavoura na cidade o corte é feita de acordo com o pedido da indústria.
A sombra das palmeiras é a satisfação do produtor rural Márcio Basso. Há seis anos, ele plantou as primeiras mudas no seu sÃtio em Taquaritinga e quase ninguém levou a sério. "No começo a gente foi motivo de chacota, porque numa região em que a fruticultura é tradicional, cultivar palmito era um negócio esquisito".
Hoje com o palmital produzindo a rentabilidade por hectare é duas vezes maior que a da cana. O projeto começa com a redução de custos, em vez de comprar mudas, ele forma o viveiro a partir de sementes que vindas do Peru. 800 coquinhos custam vinte reais e o preço final da muda sai pela metade do preço.
Uma muda plantada rende sempre. Depois do primeiro corte, que pode ser feito em dois anos, os brotos crescem. Segundo o trabalhador rural Edison Cardoso, depois que corta a planta mãe, todos os brotos podem ser reaproveitados.
O rendimento vem do aproveitamento da terra, em média cinco mil plantas por hectare. Por isso o ganho é maior com a irrigação, a água acelera em 300% o crescimento da palmeira.
De acordo com o produtor rural Carlos Gabriel, uma das grandes vantagens da pupunha é que não tem a preocupação com inseticida, pesticida e os agricultores podem ficar focados na irrigação. "Usamos um espaço pequeno e temos mais produto".
Para aumentar a renda, os quatro produtores de Taquaritinga se uniram em uma cooperativa de processamento. O palmito é preparado de três modos: picado, rodela e o nobre. 70% da produção do palmito in natura, é vendida diretamente para as feiras livres. O excedente vai para duas indústrias de Jaboticabal e Cajobi. Como a demanda é sempre maior que a oferta, os produtores da cidade já fizeram o pedido de registro no Ministério da Agricultura para a produção em conserva .
Segunda 09/08 11h01
Quarta 09/06 14h36
Terça 09/09 05h33